Quinta-feira, 26 de Junho de 2008

Televisão o quê?

As análises que poderiam ser feitas relacionadas com a televisão são muitas. A sua conexão com os diversos cantos da sociedade, sua influência com o passar do tempo e como nós a enxergamos. Mas para ser possível fazer uma análise de toda a teia que ela envolve, é preciso retornar um pouco na história para entender como chegamos no ponto de considerá-la um membro da família.
A televisão era uma grande caixa de madeira no meio da sala que surgiu com a idéia de juntar ao som do rádio, a imagem. O que poderia ser mais hipnótico do que imagens que se movem e falam? Aquelas pequenas pessoas dentro da tela chamavam a atenção de toda a família a ponto de uni-la como uma reunião familiar. A televisão fez isso. Ela faz isso.

Hoje, se pararmos para olhar para a nossa sala, veremos todos os nossos móveis virados em direção à televisão. Olhe. Nós podemos chegar em casa do trabalho, da aula, precisando de conforto, de companhia, de um sofá, e logo pegamos o controle remoto e "click". A televisão vira a nossa amiga, alguém que podemos ouvir e que não nos deixa sozinhos. Em bares e danceterias tem televisão. As pessoas bebem e dançam com a cabeça para cima, olhando.
E por que isso?
A televisão fica no lugar daquelas pessoas que não queremos ouvir no momento, mostra cenas e objetos com que sonhamos há muito tempo, informa se amanha teremos de sair de guarda-chuva. Ela é o nosso refúgio inclusive quando queremos ficar sozinhos, afinal, algum canal vai acabar exibido aquilo que queremos ver para nos sentir melhor. Estranho não é? Isso significa dizer que todo mundo envolvido nesse meio de comunicação exerce uma influência em todos aqueles que estão assistindo. Diretores de cinema, âncoras, repórteres, documentaristas, publicitários. Implicaria também afirmar que a responsabilidade dessas pessoas deveria ser gigantesca, uma ética de trabalho maravilhosa. Bem, sabemos que não funciona assim. Elas sabem também (as pequenas pessoas na tela). Elas sabem o que queremos, mesmo que isso nos faça mal. Elas sabem do que precisamos, mesmo que abusando do sensacionalismo. E é aí que surge aquele conceito: "A televisão estraga a sociedade". Um conceito extremamente pobre e vago.
A televisão é um comércio. O entretenimento e as informações são um negócio. Não quero dizer com isso que então todas as imagens apresentadas na tela podem ser justificadas. Alguns programas televisivos não têm como lema maior o que é bom moralmente para o ser humano, mas eles existem e ganham muito dinheiro. Os programas bons culturalmente e que apresentam uma carga de informações, emoções e imagens que não agridem as pessoas estão lá para serem apreciados. Depende de nós decidirmos qual será a nossa "companhia" quando chegarmos em casa, cansados do trabalho.
Ita Pritsch Simões Pires

E... gravando!

Vinte e seis de junho de dois mil e oito, sete horas da manhã. Entrei na van que me traz de Guaíba até a PUCRS todos os dias. Cumprimentei o motorista e sentei, nervosa. Em pensamento, repassava todos os argumentos do debate do qual eu participaria e ainda me preocupava com uma coisa: a presença de Marco Aurélio no nosso programa. Calma, caro leitor (ou leitora). Novamente cá estou para explicar-lhe o que se passou.

Para o módulo de Televisão, a nossa tarefa era fazer um programa de vinte minutos, dividido em dois blocos de dez: o primeiro teria que ser de entrevistas; o segundo, de debate. Tivemos umas duas semanas para acharmos um entrevistado, e minha colega Ita (e também companheira de blog) sugeriu que falássemos com o Marco Aurélio, cartunista e colunista do jornal Zero Hora. De onde ela o conhece? Bom, para a cadeira de Introdução a Metodologia de Pesquisa em Comunicação, ministrada pela professora Maria Helena, tivemos que fazer um artigo científico. Como nosso tema era desenhos animados, procuramos Marco Aurélio a fim de obter uma entrevista sobre o assunto. Depois disso, ele se disponibilizou a nos ajudar no que precisássemos. E precisamos.

Fizemos um breve roteiro de perguntas, delimitamos o tema de cada um no debate e nos preparamos psicologicamente para a nossa primeira aparição ao vivo na tevê. Chegado o dia, entrei na Famecos e fui à procura dos integrantes do meu grupo. Ao mesmo tempo, a Ita chegava e já tinha que ir para o portal da universidade esperar o entrevistado, que vinha de sua caminhada matinal (saúde é tudo!). Ou seja, correria total.

Marco Aurélio enfim chegou. Conto um segredo: se ele não viesse, estaríamos "fritos", pois não arranjamos alguém que pudesse substituí-lo nesse caso. Ainda bem que deu tudo certo. Enquanto ele tomava um café no Bar da Famecos (bem que poderíamos ter indicado o famoso capuccino, mas fica para uma próxima vez), o restante do grupo se dirigia ao estúdio. O professor Pellanda ajeitava a transmissão, as câmeras, enfim... toda aquela "parafernalha". Ao mesmo tempo, tinha gente conversando com o entrevistado, mexendo nas câmeras e arranjando um jeito de cronometrar o tempo. E gravando!

Dos dez minutos que tínhamos para fazer as cinco perguntas elaboradas, somente cinco foram usados. Nossa colega ainda conseguiu elaborar mais uma pergunta ali, "no susto". Por um engano, a mediadora da entrevista encerrou aquele bloco, quando ainda faltava três minutos para completar os dez. Agradecemos a presença de Marco Aurélio, e ele se foi. Ita o acompanhou até a saída, enquanto nos ajeitávamos para debate. Eu tremia!

A Ita chegou correndo no estúdio e mal teve tempo para respirar. Já entramos ao vivo e ela errou na apresentação do segundo bloco. Considero um erro totalmente aceitável, eu também gaguejei várias vezes... Além disso, acabo de ouvir do professor Fábian que a risadinha que a Ita deu quando errou foi parecida com a da Fátima Bernardes. Belo começo, Ita!

Apesar de tremer feito vara verde, consegui falar corretamente no debate. A não ser quando fui citar o nome do programa em que a Governadora havia feito uma declaração. Em vez do correto Conversas Cruzadas, eu falei Palavras Cruzadas. E o pior: era assim que estava escrito na minha folha. Que situação!

Mas a grande pérola foi a Aline vendendo a TAM. Isso mesmo! Podemos dizer que é em primeira mão que damos essa notícia. Pérolas...

Passadas as coisas engraçadas (mas que não foram percebidas pela maioria no ato em si), conseguimos preencher o tempo que havia sobrado da entrevista. Encerramos quando faltava mais ou menos cinco segundos para acabar nossos vinte minutos. O debate foi muito bom, na minha opinião. Tivemos posições divergentes, argumentos concretos e válidos, além de fugirmos de uma coisa teatralizada: todos tiveram liberdade para fazer intervenções. Muito legal, mesmo!

Agora, leitor(a), teoricamente finalizo meu blog. Teoricamente porque não pretendo parar de postar nele, já que contar as experiências vividas em sala de aula me fazem refletir e rever o que aprendi. Enfim, tudo foi válido. Até os meus clichês...

Risadinha

Então o Marco Aurélio se virou pra mim e disse: "Tu tem traços pra televisão". Aí eu fui âncora no exercício de aula e errei a minha fala. O pior não foi errar, o pior foi errar e dar uma risadinha "o que eu queria dizer...". Meu Deus.

A história toda foi assim: Consegui chamar o Marco Aurélio, cartunista da Zero Hora, para participar de um exercício de televisão, em um programa divido em dois blocos: um de entrevista e um de debate. Seis pessoas entrevistaram o convidado, e eu estava entre as outras cinco pessoas que estaria no debate. Antes de entrar, fui levar o Marco Aurélio na saída e entrei correndo no estúdio, entrei ofegante, sentei na cadeira e "ESTÁ NO AR".

Maravilha.

Comecei dizendo: "Voltamos agora com um debate sobre charges e a crise política do governo Yeda. No bloco anterior conversamos com Marco Aurélio, cartunista do jornal Zero Hora. No governo Yeda...(silêncio, olho para o meu professor pra saber se pode cortar e gravar de novo. Não pode. A minha colega da uma ajuda, eu dou uma risada) Ah, o que eu queria dizer era que os jornais gaúchos estão voltados agora para a crise do governo Yeda, que nós vamos conversar agora".

Sim, foi horrível.

A minha desculpa é que esse foi o meu primeiro programa de televisão. Fora isso, eu gostei. Gostei muito. A emoção é muito boa, e o meu erro ajudou a quebrar o gelo. Viva eu!

Logo postarei um texto sobre a televisão, sua programação e influências, mas por enquanto eu preciso simplesmente desabafar esse meu erro ridículo.

Aliás, ele está no site da cadeira de Laboratório de Jornalismo e será gravado em DVD.
Não poderia estar mais feliz...



Ita Pritsch Simões Pires

Quinta-feira, 19 de Junho de 2008

Jornalismo investigativo

Eu sei que não tem a ver com a cadeira de Laboratório de Jornalismo propriamente dita, mas deu vontade de escrever. E também, até que a cadeira da qual eu vou falar tem algo em comum com a de Laboratório: o professor. Sim, Fábian. Tua aula me inspirou a escrever isso.

Não entendo muito do assunto, mas fiquei fascinada pela aula de quarta-feira de Introdução a Jornalismo. Ouvimos algumas reportagens feitas para rádio (confesso que não lembro os nomes dos repórteres, que pecado!) e, bom... sabe quando bate aquele sentimento de "é isso que eu vou fazer"? Pois é, então você aí, leitor, me entende.

Bom, mas aquelas não eram quaisquer reportagens. Antes de elas irem ao ar, houve toda uma investigação. Enfim, dei a pista (e logo entrego o "ouro"): obviamente estou falando de jornalismo investigativo.

Não é a primeira vez que fico, digamos, encantada com essa possibilidade de profissão. Quando o professor comentou sobre reportagens investigativas feitas pelo Giovanni Grizotti, já fiquei um tanto instigada. É perigoso e arriscado, mas, pelo menos ao "assistir" de fora, parece compensador. Claro, como o próprio professor ressaltou, "nenhuma reportagem vale uma vida". E também, as empresas dão segurança ao repórter (como foi dito em aula, para muitos lugares o repórter não sai sem colete à prova de balas).

Não sei se esse texto fez/faz algum sentido, mas expressa exatamente a minha atual inclinação para o ramo. Eu já estava (e estou) gostando muito de fazer rádio. Unir as duas coisas seria ótimo!

Quarta-feira, 18 de Junho de 2008

É rádio

O rádio é uma linha estranha do jornalismo. Normalmente, para que olha de fora, é um lugar divertidíssimo de trabalho em que só precisa de uma coisa: falar.
Não me levem a mal, rádio é um dos melhores lugares para se trabalhar no campo jornalístico, mas é mais complicado do que parece.

Essa idéia popular do rádio é muito superficial diante de todas as transformações que ele está passando e na influência que pode nos causar.


O rádio antes se limitava a uma caixa grande no meio da sala onde toda a família de reunia para escutar. Hoje ele abe na palma da sua mão, literalmente. Nós podemos escutá-lo de qualquer lugar que quisermos devido a capacidade de locomoção que o rádio adquiriu. Ele existe em celulares, na internet, criou-se ou mp3, mp4 e iPod. Quem imaginaria não é? Qualquer voz do mundo cabe dentro do seu bolso. Agora a FM vai adquirir a qualidade do CD e a AM, a qualidade da FM. A rádio Gaúcha já foi para a FM. Bem-vindos à era da movimentação.

E o que fazem os radialistas? Se mexem. O rádio precisa acompanhar o ouvinte, todos eles. Sendo o meio de comunicação que mais abrange o público em geral - por sem móvel e só apresentar sons, não exigindo o processo de leitura - as pessoas que seguem a profissão não podem ser inibidos. Não envolve a questão de ter uma voz bonita ou sem sotaque, mas sim o fato de a o locutor conseguir passar as informações e manter o ouvinte até o fim da transmissão. Por isso o rádio, além de uilizar o som da voz, vale-se de outros recursos: o locutor precisa variar sua tonalidade da voz, e utilizar música e/ou ruídos que caracterizem seu programa e a notícia que está sendo passada para que quem esteja ouvindo não fique entediado.


Muito bem. Falar dessa parte parece barbada. Mas estar lá é totalmente diferente. Roteiro, pauta, horários, sincronia. Nervosismo. Âncoras, entrevistadores, entrevistados, técnicos. Tudo isso faz parte do mundo secreto do rádio. E nós da turma de jornal temos tudo isso escrito com perfeição no caderno. Mas na hora do "vamos ver" nós nunca estamos tão preparaddos como supúnhamos.


Após uma aula sobre a história do rádio e debates sobre a sua evolução e importância e influência que exerce no dia-a-dia, todos precisaram falar no microfone, e aí a gente entende. Entende como funciosa esses mecanismos e sistemas que escutamos todos os dias; entende que, apesar de muitas pessoas estarem nos escutando, nós não podêmos vê-las; entende que tremer enquanto segura a "cola" do que se vai falar faz parte de toda a excitação de estar ao vivo. E, principalmente, entende que é preciso dar uma acelerada no coração para realmente entender a teoria que está no caderno.

Entende?



Ita Pritsch Simões Pires

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Jornal das Dez

Dia 5 de junho de 2008, 8h. Chego à aula de Laboratório de Jornalismo em meio ao burburinho dos colegas. Realmente todos estavam muito ocupados. O primeiro grupo a apresentar o programa de rádio tinha que escrever as últimas notícias, terminar o roteiro, arrumar a trilha e ir para o estúdio até as 8h 30min. Paralelo a isso, as editorias do LabJor foram chamadas uma a uma para revisar o jornal. Confusão total.

Quem lê não entende muita coisa, mas cá estou para explicar: dia 22 de maio iniciamos o terceiro módulo da cadeira, que trata sobre rádio. Primeira aula teórica, com conceitos e história desse meio. Parece maçante, mas não foi. Juro!

Na semana seguinte, discutimos o texto que nos foi passado pelos professores. Aqui abro um parêntese para mero registro: nossa aula foi transmitida ao vivo via celular para a TV do saguão da Famecos e para a internet como parte do evento “Jornalismo não tem hora”, em comemoração aos 10 anos da Cyberfam. Terminado o comentário (e a transmissão), recebemos a nossa “tarefa do dia”: pesquisar uma notícia e (re)escrevê-la para a rádio, pois, mais tarde, faríamos um exercício prático. Nada muito estranho pra mim, já que eu faço estágio voluntário na Radiofam (todas as quintas, Tarde na Famecos, das 14h às 17h). Escrevi minha notícia e parti pro abraço. Não que minha voz seja bonita para falar na rádio, mas, hoje em dia, o que importa é o conteúdo (espero!). Ou então, nada que umas aulas na fonoaudióloga não resolvam. Enfim...

Voltando ao dia 5 de junho, meu grupo era o quarto e último a apresentar o programa. Isso tem as suas vantagens e desvantagens: apesar de termos mais tempo para nos organizarmos, nossas notícias já teriam sido faladas até três vezes nas últimas duas horas. Procuramos, então, variar, inserindo notícias que saíam enquanto os outros colegas estavam no estúdio. Feito isso, chegou nossa hora. O “Jornal das Dez” foi ao ar pontualmente às 10h (no programa eu falei 9h 59min, mas isso foi porque, quando eu falei o nove, o relógio me sabotou e mudou para 10h). Apresentamos as notícias (com alguns erros, mas é assim que se aprende), falamos sobre esportes (e obviamente eu me encarreguei dessa parte) e fomos o grupo que mais se aproximou do tempo certo de programa (20 minutos).

Mas ninguém imagina o que eu passei para organizar o roteiro (péssima mania de se encarregar das coisas). A falta de comunicação (!) entre as pessoas do grupo gerou corre-corre um pouco antes do programa ir ao ar, já que pessoas decidiram o seu tema sem divulgar a escolha aos outros. Com isso, tínhamos três pessoas em uma editoria, e outras com apenas uma pessoa. Até remanejar e organizar o roteiro, lá se foi minha tranqüilidade. Porém, com ele na mão, não restou dúvida de que tudo se tornaria mais fácil. O programa manteve a linha do início ao fim, sem imprevistos e sem desorganização. Valeu a pena.

Agora, passamos ao próximo módulo, o último. Porém, ainda tenho meus encontros com o rádio. Apesar de serem duas experiências diferentes (o "Tarde na Famecos" e o "Jornal das Dez"), as duas são válidas. E eu volto ao meu clichê de sempre. Mas hoje, nada de caderninho.

Terça-feira, 10 de Junho de 2008

Resultados e... caderninho!

Diagramar o jornal seria um sinônimo de dor de cabeça? Talvez.

O rápido contato que tive com a parte de diagramação mostrou que, muito mais do que fazer uma boa matéria, é necessário que se faça uma boa matéria que caiba no jornal. Ao lidar com um limite de caracteres (e, conseqüentemente, com a falta da liberdade antes possuída), enfrentei algumas dificuldades para escrever o texto. Isso porque escrever atrelada a um limite, a um padrão, é difícil e, se o jornalista não souber lidar com essa situação (eu admito que, em alguns momentos, não soube), o texto ficará maçante e dificultará a leitura. Imagino que isso seja, em termos um tanto quanto radicais, inaceitável em um jornal.

Como não podia deixar de ser, algumas matérias da editoria de esportes (da qual eu fazia parte) tiveram que ser cortadas. Nosso professor foi bonzinho: deixou que nós mesmos editássemos as matérias, já que os textos, em sua maioria, não eram escritos em pirâmide (inicia com informações mais importantes, em ordem decrescente ao longo do texto). Mas também nos alertou que, em uma redação de verdade, apenas receberíamos o aviso do editor de que nosso texto seria cortado. Senti uma ponta de felicidade quando soube da existência desse aviso. Sei que isso soa um pouco irônico, mas juro que é verdade!

Por fim, passadas as correrias para formatar e adequar o texto, editar foto, colocar créditos, escrever títulos e legendas, considero que a experiência foi muito válida e satisfatória. Na verdade, dizer isso está se tornando uma rotina em meus textos para o blog, mas os estímulos são diferentes. Prova disso é o que está anotado em meu caderninho para o próximo semestre (já que não me inscrevi a tempo para este): fazer um curso de Adobe InDesign¹.

1. Adobe InDesign foi o programa utilizado nas aulas de Laboratório de Jornalismo para diagramar o jornal LabJor.