As análises que poderiam ser feitas relacionadas com a televisão são muitas. A sua conexão com os diversos cantos da sociedade, sua influência com o passar do tempo e como nós a enxergamos. Mas para ser possível fazer uma análise de toda a teia que ela envolve, é preciso retornar um pouco na história para entender como chegamos no ponto de considerá-la um membro da família.
A televisão era uma grande caixa de madeira no meio da sala que surgiu com a idéia de juntar ao som do rádio, a imagem. O que poderia ser mais hipnótico do que imagens que se movem e falam? Aquelas pequenas pessoas dentro da tela chamavam a atenção de toda a família a ponto de uni-la como uma reunião familiar. A televisão fez isso. Ela faz isso.
Hoje, se pararmos para olhar para a nossa sala, veremos todos os nossos móveis virados em direção à televisão. Olhe. Nós podemos chegar em casa do trabalho, da aula, precisando de conforto, de companhia, de um sofá, e logo pegamos o controle remoto e "click". A televisão vira a nossa amiga, alguém que podemos ouvir e que não nos deixa sozinhos. Em bares e danceterias tem televisão. As pessoas bebem e dançam com a cabeça para cima, olhando.
A televisão era uma grande caixa de madeira no meio da sala que surgiu com a idéia de juntar ao som do rádio, a imagem. O que poderia ser mais hipnótico do que imagens que se movem e falam? Aquelas pequenas pessoas dentro da tela chamavam a atenção de toda a família a ponto de uni-la como uma reunião familiar. A televisão fez isso. Ela faz isso.
Hoje, se pararmos para olhar para a nossa sala, veremos todos os nossos móveis virados em direção à televisão. Olhe. Nós podemos chegar em casa do trabalho, da aula, precisando de conforto, de companhia, de um sofá, e logo pegamos o controle remoto e "click". A televisão vira a nossa amiga, alguém que podemos ouvir e que não nos deixa sozinhos. Em bares e danceterias tem televisão. As pessoas bebem e dançam com a cabeça para cima, olhando.
E por que isso?
A televisão fica no lugar daquelas pessoas que não queremos ouvir no momento, mostra cenas e objetos com que sonhamos há muito tempo, informa se amanha teremos de sair de guarda-chuva. Ela é o nosso refúgio inclusive quando queremos ficar sozinhos, afinal, algum canal vai acabar exibido aquilo que queremos ver para nos sentir melhor. Estranho não é? Isso significa dizer que todo mundo envolvido nesse meio de comunicação exerce uma influência em todos aqueles que estão assistindo. Diretores de cinema, âncoras, repórteres, documentaristas, publicitários. Implicaria também afirmar que a responsabilidade dessas pessoas deveria ser gigantesca, uma ética de trabalho maravilhosa. Bem, sabemos que não funciona assim. Elas sabem também (as pequenas pessoas na tela). Elas sabem o que queremos, mesmo que isso nos faça mal. Elas sabem do que precisamos, mesmo que abusando do sensacionalismo. E é aí que surge aquele conceito: "A televisão estraga a sociedade". Um conceito extremamente pobre e vago.
A televisão é um comércio. O entretenimento e as informações são um negócio. Não quero dizer com isso que então todas as imagens apresentadas na tela podem ser justificadas. Alguns programas televisivos não têm como lema maior o que é bom moralmente para o ser humano, mas eles existem e ganham muito dinheiro. Os programas bons culturalmente e que apresentam uma carga de informações, emoções e imagens que não agridem as pessoas estão lá para serem apreciados. Depende de nós decidirmos qual será a nossa "companhia" quando chegarmos em casa, cansados do trabalho.
Ita Pritsch Simões Pires
